Paulo Roberto Santos na Portuguesa? Treinador explica 'quase passagem' em 2019

Em entrevista exclusiva ao ESCANTEIO SP, técnico explicou motivos por que "desejo profissional" de comandar a Portuguesa não foi suficiente para superar o "ambiente desfavorável" no qual o clube se encontrava

ESCANTEIO ENTREVISTA (AO VIVO) | PAULO ROBERTO SANTOS

A Portuguesa vivia um legítimo drama no dia 24 de fevereiro de 2019. Com somente cinco pontos somados em oito jogos da Série A2 daquele ano, sem nenhuma vitória, a Lusa havia demitido o técnico Luiz Carlos Martins por conta do risco iminente de rebaixamento. Aquela tarde de domingo era, portanto, uma chance de reabilitação. Nas tribunas do Canindé, Paulo Roberto Santos - que já havia sido anunciado pela equipe como substituto de Luiz Carlos Martins no comando técnico da equipe - assistia ao duelo contra o Penapolense.

Só que o treinador desistiu de comandar a Lusa depois de acompanhar a derrota para o rival daquele dia por 3 a 2.

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Anos depois, em entrevista exclusiva ao Escanteio SP, no programa Escanteio Entrevista, Paulo Roberto Santos justificou com detalhes a decisão de não comandar a Lusa. De acordo com o atual treinador do Pouso Alegre-MG, mesmo o "desejo profissional" de comandar a Portuguesa não foi suficiente para superar o "ambiente desfavorável" no qual o clube se encontrava.

"Na ocasião, eu falo sempre para todas as pessoas, para mim foi uma honra muito grande o convite da Portuguesa. Nós tínhamos até em mente, naquela época, um desejo muito grande, mesmo com a situação que a Portuguesa vinha enfrentando, de poder um dia dirigir o clube. Nós tínhamos esse desejo profissional. Mas infelizmente quando lá chegamos, vimos algumas situações que não iam contribuir muito para um bom desenvolvimento do trabalho. Ficamos lá dois dias praticamente, assistimos o jogo contra a Penapolense, juntamente com o presidente do clube naquela época. Nós vimos um ambiente muito desfavorável para que a equipe pudesse brigar por um acesso, e era isso que nós pretendíamos na Portuguesa", revelou.

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"Talvez até se nós tivéssemos chegado lá no início da competição e criado até um próprio ambiente de trabalho mais favorável, eu tenho quase certeza que as coisas poderiam acontecer de uma forma diferente. Mas acho que dos males o menor. A Portuguesa continuou na sua trajetória, tendo sequência de trabalho, e hoje conseguiu retornar à elite do futebol paulista, até por merecimento, pelo menos por esses três últimos anos de trabalho, que tem sido uma sequência que tudo levava a crer que iria culminar com o retorno da Portuguesa para a elite do futebol paulista. Os meus parabéns também aqui para a Portuguesa. Já tive a oportunidade de parabenizá-los em rede social, mas mais uma vez aqui pelo grande trabalho que foi realizado por todos", concluiu.

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