Longe de casa, Atibaia tem déficit de R$ 60 mil após cinco jogos como mandante

O Atibaia vive a dura realidade de não contar com um estádio para mandar seus jogos na cidade. Como o Salvador Russani está passando por uma série de reformas, o clube está atuando no Décio Vitta, em Americana, a mais de 100km de distância. O resultado disso é um grande rombo nas contas e uma média de público ínfima.

Apesar das várias medidas para atrair torcedores, entre elas a gratuidade para cidadãos de Americana, o Atibaia tem a segunda pior média de público da Série A2, vencendo apenas o Red Bull Brasil. Para se ter uma ideia, o Falcão levou 1.023 pessoas nos quatro primeiros jogos da competição, o que resulta em uma média de 205 torcedores por jogo.

O duelo diante do Votuporanguense, realizado na quarta-feira do dia 29 de janeiro, às 15 horas, marcou o pior público da Série A2 até aqui, por exemplo. Foram 41 torcedores no Décio Vitta, sendo 10 visitantes. Além do estádio às moscas, o clube tem sofrido com um rombo em suas contas por jogar longe de casa.

A renda bruta – sem contar despesas - do Atibaia nos cinco primeiros jogos como mandante foi de pouco mais de quase R$ 10 mil. Apesar da parceria com o Rio Branco, dono do Décio Vitta, o Falcão ainda desembolsa R$ 4,5 mil para alugar o local em cada partida.

Somando-se aos outros custos, entre eles as quantias exorbitantes de controle de doping, que chegam a mais de R$ 5 mil, o clube já teve um déficit superior a R$ 60 mil. Ou seja, perde cerca de R$ 12 mil por partida em casa. Vale ressaltar que o Atibaia ainda arcou com os custos da reforma do gramado do estádio de Americana.

O estádio Salvador Russani, em Atibaia, está passando por reformas
Estádio Salvador Russani, em Atibaia, está passando por reformas - (Foto: Divulgação/Prefeitura de Atibaia)

 

A equipe, inclusive, não deve voltar a atuar em Atibaia tão cedo. Para resolver o problema, a Prefeitura local aprovou uma Parceria Público-Privada (PPP) e tentou permutar o terreno do estádio Salvador Russani em troca da construção de uma arena, que ainda teria uma rodoviária anexada ao projeto. O Ministério Público, entretanto, pediu a anulação do acordo.

Sem recursos, a Prefeitura vai aos poucos reformando o estádio, mas a tendência é de que ele ainda demore um bom tempo para se adequar às exigências da Federação Paulista de Futebol. Enquanto isso, o Atibaia segue atuando em Americana para poucas pessoas e perdendo dinheiro.

*Os dados de renda bruta e líquida dos jogos mandados pelo Atibaia foram retirados dos boletins financeiros divulgados pela Federação Paulista de Futebol